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Staniando: (D)Efeitos
Staniando

Staniando: (D)Efeitos

Por Prof.ª Dra. Stânia Vasconcelos

Que eu tenho mania de ler tudo, acho que vocês já sabem, pois já lhes falei da leitura dos epitáfios nos cemitérios e hoje lhes informo das frases dos para-choques dos caminhões – muitas vezes há grande sabedoria nelas. Existem muitas bem interessantes, aliás para todos os gostos, vou me deter em algumas como “Preguiça é o hábito de descansar antes de estar cansado” ou “Para que um olho não invejasse o outro, Deus colocou o nariz no meio!”; “Um falso amigo é um inimigo secreto.” E por aí vai, algumas bem humoradas, outras críticas e outras pessoais, mas elas sempre me chamaram e chamam a atenção quando estou na estrada.

Uma que me chamou a atenção, na semana passada, dizia “Defeitos e Efeitos”. Somente isso. Comecei a refletir nestas palavras que se diferenciam apenas por uma letra, mas com significados totalmente diferentes, e que de certa forma se complementam.

Quase todos os dias, ouço as pessoas dizerem: “Sou assim mesmo, quem quiser que goste de mim assim.” Ou: “Eu não mudo! Não tenho jeito mesmo.” – muitas vezes, como se aquilo fosse uma grandeza de caráter. Fico pensando, ou melhor, staniando: que pena! Infelizmente amamos tanto nosso próprio ser que não queremos mudar nem o que há de ruim nele.

Já tive problemas com meu jeito de ser e agradeço a Deus por estar constantemente moldando minha personalidade. Nossos defeitos, com certeza, trazem efeitos sobre as pessoas a nossa volta e sobre nós mesmos! Acredito que Deus não tenha nenhum problema com eles, uma vez que nos conhece por dentro e sabe exatamente como somos. Mas creio que ele quer que reconheçamos nossas fraquezas, defeitos e limitações, e tentemos melhorar, visto que não somos seres acabados, mas em constante transformação. É interessante observar os movimentos de nossas mudanças interiores. Nem sempre sabemos identificar o nascimento da transformação ou da inadequação, ou da diferença sentida, da tal mudança. O fato é que um dia a gente acorda e percebe que a roupa não nos serve mais, que, em nosso rosto, surgiram novas marcas, nosso cabelo está mais branco ou nosso andar mais lento. Percebemos também que pensamos diferente e percebemos fatos e pessoas de outra maneira, por um outro ângulo. É a vida, a dinâmica da vida.

E como “uma coisa puxa outra”, você vai se dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma bênção escondida, que só serve para aquele dia, assim não pode ser guardada e, muito menos, não aproveitada. E assim como os dias, também somos nós, todos os dias amanhecemos diferentes.

Por: Eduardo Sousa

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