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Semana Santa em tempos de pandemia
Pastoral Universitária

Semana Santa em tempos de pandemia

Esta Quaresma tornou-se antecipada­mente uma longa Sexta-feira da Pai­xão.

Aproxima-se a Semana Santa verdadeira, que será diferente de todas as outras. Ela nos parecerá um só dia, igual aos anteriores: te­mor e tremor.

Por isso, nosso coração, tomado pelo mes­mo medo que tomou os apóstolos – pois a morte assusta a todos, em todos os tempos – deve aprender a esperar. Estamos subindo o Calvário. A Via Crucis é longa. No meio do caminho há pranto, há lamentação. Olhamos para o alto do monte e só vemos o lugar do suplício.

Mas a Sexta-feira da Paixão acaba. Ela pas­sa. Virá a manhã do sábado, ainda tomada pelo pranto junto ao túmulo. É a nossa cer­teza cristã.

Ainda teremos que esperar, pois a esperança é a virtude deste tempo.

A noite cairá mais uma vez. Chegará a Noite Santa. Ainda estaremos confinados, é verda­de. Aos nossos olhos despreparados, nos pa­recerá que não houve avanço. Não veremos o Círio, não ouviremos o Exulte, os sinos não tocarão. Ainda estaremos “sepultados”, pre­sos.

Mas sabemos que o Deus que libertou o povo do Egito e permitiu as pragas agora nos dará um novo Êxodo, passando pela praga que agora nos persegue.

Nossas casas devem estar marcadas pelo sangue do Cordeiro. Não na porta, mas em nosso coração.

Chegará o momento do triunfo. Chegará a hora do nosso canto de libertação. Então, virá a hora do nosso júbilo pascal.

Por: Eliane Rodrigues

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