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O verdadeiro presente de Natal
Pastoral Universitária

O verdadeiro presente de Natal

Por Prof. Dr. Rudy Albino de Assunção

Certamente, o Natal deste ano será diferente. Muitos já falam em limitar a Ceia a poucas pessoas. Mas como pensar o Natal com “distanciamento social”? A Solenidade natalina é, por natureza, a celebração da “proximidade”, do toque, mas não só das famílias entre si; antes, daquele abraço definitivo que Deus deu no homem ao assumir a sua humanidade. Ele está entre nós; não é uma ideia, não é uma energia cósmica, não é uma Inteligência fora do mundo. Deus se faz homem. Faz-se, antes, criança, menino. Deus é pessoal, tem a fisionomia da sua mais perfeita criatura.

No Antigo Testamento, Javé é, sobretudo, uma “voz”. No Novo Testamento, a encarnação divina plenifica – completa, aperfeiçoa – a automanifestação do Senhor: “Desde então, a Palavra já não é apenas audível, não possui somente uma “voz”; agora a Palavra tem um “rosto”, que, por isso mesmo, podemos ver: Jesus de Nazaré” (Bento XVI, Verbum Domini, 12). E aí está o grande presente natalino: Deus mesmo. Já o profeta Isaías falava dessa dimensão do dom divino da Encarnação: “Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi ‘dado’” (6, 9).

O presente que todos devemos receber não vem em pacotes brilhantes. Não é feito de celulares, brinquedos, roupas. Já veio. Numa manjedoura, numa gruta. Não vem no “amigo oculto”, pois ele é o maior “amigo da humanidade” (filantropo). Vem todo dia no Altar. Basta que o nosso coração se converta em presépio.

Por: Eduardo Sousa

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