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Um sonho que se realiza
Jurídico

Um sonho que se realiza

Por Amirly Santos, aluna do curso de Direito da UNICATÓLICA

Modéstia à parte, sempre fui boa aluna, esforçada e estudiosa. Altamente, competitiva e me desafiando.

Passado aquele momento em que todo bom aluno pensa em ser médico, descobri que não tinha vocação pra trabalhar na área da Saúde, não conseguia me imaginar feliz trabalhando em um hospital ou coisa parecida. Me encantava por carreiras policiais e jurídicas. Então, fiz o meu primeiro vestibular para uma faculdade particular da minha cidade. Bingo! Fui uma das primeiras colocadas, mas, como a maioria dos adolescentes do mundo, eu fiz um monte de besteira e desisti de cursar a graduação. Tive medo de não conseguir pagar. Na época, ainda não existia os programas de financiamento do governo. Decidi “esperar” mais um pouco. Nessa espera, mudei de cidade; fui mãe, aos 19 anos de idade, e cancelei o sonho.

Quando minha primeira filha nasceu, decidi que precisava voltar a estudar. Retornei à Quixadá e fui fazer o primeiro curso que consegui em uma faculdade pública. Segui meu caminho, fiz graduações, trabalhei em diversas áreas e guardei o sonho no campo das emoções.

Depois de vários perrengues e frustrações profissionais, vi o anúncio do vestibular para Direito na UNICATÓLICA, curso que um dia eu tive que desistir. A realidade, agora, era totalmente diferente de tempos atrás. Eu tinha uma família estruturada, pessoas que me apoiavam e me ajudavam, além da possibilidade de um financiamento estudantil. Prestei vestibular mais uma vez para Direito, sem ninguém saber. Bingo, aprovada! E agora? Eu só sabia que ia ingressar na faculdade. Como me manter lá, eu não fazia ideia. E assim foi. 10 anos depois de concluir o ensino médio, Deus providenciou tudo, a capacidade de lidar com as críticas, a superação da dificuldade de voltar a estudar depois de tempos, até a providência de um financiamento estudantil de quase 100% do curso.

Prestes a iniciar o 7° semestre do curso de Direito, me sinto feliz e grata por estar no caminho. Não me vejo fazendo outra coisas que não seja ser um operador do Direito. Descobri minha vocação!

Ainda tem muitas águas pra rolarem debaixo dessa ponte, mas estou preparada e certa de que nada cai do céu, que minha parte precisa ser feita e, por isso, eu não abro mão do processo.

Por: Eduardo Sousa

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