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Egressa participa do processo de tombamento das edificações do Centro Histórico do Patu
Engenharia

Egressa participa do processo de tombamento das edificações do Centro Histórico do Patu

O Centro Histórico do Patu é o destino da Caminhada da Seca, evento anual em Senador Pompeu, em que são homenageadas as “almas da barragem”.

A relevância do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Arquiteta e Urbanista Luana Affla, graduada pela UNICATÓLICA e moradora de Senador Pompeu, levou-a a ser convidada, em 2019, pelo diretor de cultura da cidade, a participar do processo de tombamento das edificações do Centro Histórico do Patu. Trata-se de um conjunto de edificações que foram construídas pelo Denocs para abrigar os trabalhadores da Barragem Açude Patu, mas que acabou sendo ocupado por sertanejos afetados gravemente pela seca que atingiu a cidade em 1932.

O Centro Histórico do Patu é o destino da Caminhada da Seca, evento anual em Senador Pompeu, em que são homenageadas as “almas da barragem”, das pessoas que morreram na época da seca, às quais muitos fiéis têm devoção.

O TCC da arquiteta propõe um percurso paisagístico na Estrada do Patu, onde acontece a caminhada anual, no segundo domingo de novembro, até o cemitério da barragem.

Luana conta que o desenvolvimento de pareceres técnicos da área propiciou ainda mais sua aproximação a seu objeto de estudo. O trabalho inclui também a criação de um Conselho Municipal de Patrimônio e Turismo. Nele, são decididas medidas que promovam a preservação e uso da área.

Atualmente, o Sítio Histórico do Patu tem moradores, cujas habitações estão em variadas situações. Algumas sofreram modificações ou degradação, enquanto outras contaram com a contribuição dos próprios habitantes para seus cuidados. O trabalho do conselho inclui também a conscientização da importância do local, bem como viabilizar o envolvimento dos moradores nas decisões, uma vez que é uma área distante da sede do município. Também por conta desta distância, é proposta a implantação de escolas que atendam às crianças e moradores não alfabetizados.

Por: Eliane Rodrigues

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