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Staniando: Várias bênçãos por dia
STANIANDO

Staniando: Várias bênçãos por dia

Por Prof.ª Dra. Stânia Nágila Vasconcelos Carneiro

Neste tempo de quarentena, ape­sar de estarmos com mais ativi­dades, quer sejam do trabalho (home office) ou domésticas, ainda nos sobra tempo para refletirmos, analisarmo­-nos, mudarmos de humor, aprendermos algo novo. Confesso-lhes, arranjei tempo até para o saudosismo. Imaginem! Pois é, estava saudosista, muito mesmo! Bateu uma saudade dos meus pais (papai já fa­leceu e mamãe passou a ser “minha Pei­xinha Dory”), dos meus irmãos, da prima, da tia, das reuniões familiares, dos ami­gos, das viagens, enfim, da antiga rotina.

Estava pensando nessas coisas quando minha filha me ligou. Conversamos e, quando fomos nos despedir, disse-lhe, como sempre faço, “Deus te abençoe!”, e foi como um estalo em minha memória. Meus pais sempre diziam isto para cada um dos seis filhos, quando íamos sair de casa, durante toda a vida deles. Uma bênção não, várias bênçãos por dia, mul­tiplicadas por seis (imaginem!).

Todos os dias, a cena se repetia lá em casa e acredito que na sua, que agora me lê, aliás, em cada canto deste país. Cedi­nho, quando íamos para a escola: “Deus te abençoe!”; mais tarde, quando íamos a uma festinha de aniversário: “Deus te abençoe!”; depois, quando íamos passar alguns dias fora: “Deus te abençoe!”; em seguida, quando fomos nos casar ou resolvemos que era hora de sairmos de nossa casa: “Deus te abençoe!”. Por últi­mo, quando íamos visitá-los, ao sairmos, sempre ouvíamos: “Deus te abençoe!”. Não posso me esquivar de lhes dizer que, hoje, quando vou visitar minha Peixinha Dory, solicito-lhe a bênção: “Mamãe, me abençoe” e ela faz uma cara de quem não entendeu, aí lhe digo: Diga “Deus te abençoe, minha filha!” Ela repete a bênção e eu lhe digo: “Deus te abençoe, também, mamãe!”. Agora é filha abenço­ando a mãe. Às vezes, a vida nos propor­ciona momentos assim, invertidos.

Espero que meus filhos e netos recordem­-se de mim abençoando-os como meus pais faziam, por isso abençoo-os todos os dias e em todos os momentos: quan­do iam para a escola, depois faculdade, e agora quando vão trabalhar, quando saíam e saem, quando terminamos uma ligação telefônica, quando viajam, quando falam de seus sonhos e projetos, eu sempre digo­-lhes “Deus te abençoe!”

E cada um segue seu caminho. Mais uma bênção foi pedida e uma bênção foi ime­diatamente concedida. Esta é uma recorda­ção diária do amor de meus pais (nossos pais) e desejo fique também na memória de meus filhos!

Digo-lhes, neste momento tão ímpar que estamos vivendo, que abençoar e solicitar bênção, se ainda não o é, deveria entrar em sua rotina e na daqueles que amamos.

Por: Eliane Rodrigues

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