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Staniando: Florescer
STANIANDO

Staniando: Florescer

Por Prof.ª Dra. Stânia Nágila Vasconcelos Carneiro

Em janeiro, passei doze dias entre mi­nistrando aulas, orientando trabalhos, organizando e participando de um evento científico internacional com mestran­dos e doutorandos de quase todos os estados brasileiros, além de paraguaios, argentinos e indígenas de várias etnias. Não foi um perí­odo fácil, mas se fosse talvez não me tivesse causado tanto prazer e alegria, e principal­mente, não tivesse aprendido tanto com esses profissionais, propensos pesquisadores que saíram de suas localidades, muitas delas tão longínquas como Alvarães-AM ou Uauá-BA ou quem sabe de uma região ribeirinha ou da zona rural de Roraima.

Para estarem lá fazendo o mestrado ou dou­torado, pegaram barco, dois ou três ônibus, voos cheios de escalas, perfazendo, muitos deles, um total de três dias de viagem. Você faria isso? Você pode me perguntar: para quê? Para realizarem um sonho. Sonho de se­rem mestres, doutores, de melhorarem como profissionais, vontade de aprender, de investir na profissão. Sei lá, cada um tem um sonho. E eu lhes pergunto: sonho tem preço? Claro que não: sonho não se vende nem se compra, sonho se realiza!

Alguns deles ministram aula em aldeias in­dígenas e me contaram que, para chegarem às “tais escolas”, andam quilômetros de dis­tância, atravessam perigos como as corrente­zas do Rio Solimões ou os piratas do tráfico. Muitos de seus alunos também fazem essa travessia de 9h para chegarem às escolas, dia­riamente.

E eu, quando peguei os voos para Asunción e para Ciudad del Este, pensei que estava fa­zendo um sacrifício enorme! Vejam só!

Deparando-me com a realidade e a bravura desses profissionais da educação e da saúde, inspirada neles e em minha maneira de ver o mundo, staniei muito por aqui e compartilho com vocês:

1. Desafios são para ser vencidos. Aceito-os. Com eles, eu cresço e tento me tornar mais sábia e corajosa. Tento vê-los como molas que me impulsionam para a frente, independente­mente de quais sejam eles.

2. Zona de conforto quase zero. Todos nós gostamos de ficar em nossas zonas de confor­to sem que nada nos incomode, porém a vida está sempre em movimento, e os problemas, sempre nos encontrando. Por isso estou sem­pre saindo de tal zona.

3. Desanimar nunca! Por maiores que sejam os problemas, acredito que nunca serão maio­res que a minha capacidade de solucioná-los.

Estou aprendendo a melhor forma de lidar com eles sem perder a calma.

4. Não estacione! Detesto tudo que está enca­lhado. Aceito que a minha vida é composta por desafios que podem me transformar em uma pes­soa melhor e que todos os problemas têm solu­ção. Quanto mais difícil o desafio, mais valor vou dar ao conseguir vencê-lo.

5. Faça escolhas! Com o tempo, eu fui apren­dendo a me valorizar, correr atrás das minhas vontades e desejos. Arrisquei-me em busca de um futuro melhor e não me arrependo. A minha vida só depende das minhas escolhas, e eu escolhi fa­zer o que gosto, curtir minha família, viajar pelo mundo e ser feliz. Faça a sua!

6. Felicidade não tem fórmula. Com o tempo, eu passei a entender de verdade que, mesmo que as coisas não saiam como eu planejei para a mi­nha vida, eu ainda serei a única responsável pela minha felicidade. Só depende de mim desistir ou seguir em frente. Eu aprendo, eu cresço, eu evo­luo, eu me torno cada dia uma pessoa melhor, em busca de novas realizações.

Staniando: Um turbilhão de sensações e senti­mentos me invade e me faz chegar a lugares in­críveis e inacreditáveis. Chamo isso de minha vida. Sou grata por tudo que estou vivendo e pelas ex­periências que me têm levado ao meu crescimen­to pessoal. Sei que nada é por acaso, e que posso e vou chegar além das minhas expectativas.

Por: Eliane Rodrigues

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