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Staniando: Eu não tenho culpa
STANIANDO

Staniando: Eu não tenho culpa

Por Prof.ª Dra. Stânia Nágila Vasconcelos Carneiro

Certo dia, eu não encontrava minha carteira e procurei por ela nos lugares costumeiros, mas minha busca não deu resultado.

Imediatamente, quis culpar outra pessoa. Minha filha deve tê-la retirado de minha bolsa (porque eu a havia colocado lá!) para pegar alguma coisa e não a colocou de volta. Se não foi ela, foi meu marido (detesto quem mexe em minhas coisas!) ou quem sabe, a faxineira (o que ela estaria querendo mexendo na carteira?). Sei lá! Alguém mexeu e “pegou minha carteira”! Realmente, ”tenho certeza de que alguém havia pegado”, pois eu a tinha deixado dentro da bolsa e a bolsa na sala. Estava nítido! Não sou doida!

Vejam só! O que estava acontecendo? Sei que eu estava estressada e atrasada para o trabalho, mas por que fui tão rápida para culpar os outros? Mais tarde, aliás, à noite, já deitada, staniando sobre o meu dia, ainda muito incomodada e já tendo incomodado “os culpados”, lembrei-me de que tinha ido ao mercantil no dia anterior e que havia colocado a carteira em um dos sacos das compras. Levantei-me e, assim que abri a porta do carro, lá estava a “danada” entre os dois bancos”.

Você também é rápido para culpar os outros? Eu, como vocês viram, tenho meus momentos. Confesso-lhes que tenho me trabalhado diariamente! Culpar o outro é uma dessas tendências enganosas, desagradáveis que aprendemos com o primeiro ser humano: Adão que, quando Deus lhe pediu explicação sobre o que havia ocorrido no Éden, foi rápido para apontar: Eva. Ele se isentou da culpa, era inocente.

Culpar outras pessoas por nossos descuidos ou erros pode parecer o caminho seguro e razoável a seguir, mas não é. É uma armadilha destrutiva. Quando falhamos em assumir a responsabilidade por nossas próprias escolhas, tornamo-nos vítimas e somos aprisionados pela mentira de que os nossos problemas são culpa de outra pessoa.

Douglas Adams diz que quando se culpa os outros, renuncia-se à capacidade de mudar. Assim, indo mais adiante, não existem culpados ou responsáveis por suas ou nossas mazelas. Nenhuma situação, pessoa, condição, nada: toda responsabilidade é sua. Não adianta culpar os pais, o marido, a esposa, o governo, a polícia, os políticos, o patrão ou qualquer instituição opressora. Tudo começa e termina dentro de você (meus amigos psicólogos falam isso).

Então, aquele professor chato pode não ser chato para outros alunos. Aquele chefe insuportável pode não ser insuportável para outros funcionários. Seu colega esnobe de sala pode ser exemplo para outro colega. Tudo aquilo que nos incomoda serve apenas para sinalizar as nossas limitações e mostrar nossos pontos fracos que precisam ser trabalhados por nós e para nós.

É isso, a vida é feita de desafios e, como já lhes disse, estes surgem com o objetivo de serem vencidos por nós. Sofremos para aprender a não sofrer.

Por: Eliane Rodrigues

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