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Oração e Estudo: libertação do isolamento
Pastoral Universitária

Oração e Estudo: libertação do isolamento

Por Prof. Dr. Rudy Assunção

Muitos de nós vivem sob a exigência do home office. Uma grande bênção, por um lado, pois ele permite a continuidade da subsistência material em tempos de isolamento social. Mas este é um nome bonito para a exigência de trabalho virtual em meio a muita louça para lavar. Ficar em casa é mais que uma medida sanitária: é um exercício (aprendizado) intelectual e espiritual.

Quando este período sombrio começou, eu me lembrei imediatamente de uma afirmação do filósofo Blaise Pascal, em seu livro Pensamentos: “Quando me pus, algumas vezes, a considerar as diversas agitações dos homens e os perigos e as penas a que se expõem, na corte, na guerra, de onde nascem tantas querelas, paixões, empresas ousadas e muitas vezes más, eu disse muitas vezes que toda a infelicidade dos homens provém de uma só coisa, que é não saberem ficar em repouso num quarto. Um homem que tem bastante fortuna para viver, se soubesse ficar em casa com prazer, não sairia para ir à praia, ou à sede de um lugar […]; e só se procuram a conversação e os divertimentos dos jogos porque não se pode ficar em casa com prazer”.

A fortuna de que fala Pascal é privilégio para poucos, evidentemente. Mas saber permanecer na própria casa – se não com prazer, mas com certa paz –, trabalhando, deve ser fruto de certa ascese (disciplina). Nem só de Netflix se vive numa pandemia. O trabalho e a vida doméstica precisam encontrar seu equilíbrio na oração e no estudo. Do contrário, a rotina será esmagadora. Só o diálogo com Deus e com as grandes ideias nos libertam. Assim o nosso confinamento será apenas físico.

Por: Neuton Júnior

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